Oi.
No romance As Esferas, é feita uma discussão sobre a liberdade de desejar. Eu tentei discutir também a noção de liberdade coletiva, que é um assunto político. Usei a ficção científica porque esse campo literário permite algumas narrativas mais amplas, embora a gente tenha que simplificar muitas coisas da vida real, o que pode não agradar a várias pessoas.

Ficção científica vende muito no cinema. Eu acho que vende por causa dessa magia de criar narrativas focadas, mesmo que, para obter esse foco, algumas coisas sejam simplificadas - estou me repetindo para enfatizar. Ambientes narrativos com Star Wars, Vingadores, Avatar, bem como tantos outros, permitem discussões diferenciadas de aspectos da realidade que, no nosso "aqui" e no nosso "agora", ficam misturados no nosso "tudo ao mesmo tempo agora", que é a nossa vida "real".

Eu dividi o romance As Esferas em duas partes para poder explorar a antiguidade dos sentimentos. Creio que eu e um egípcio do ano 5.000 AC compartilhamos o mesmo repertório sentimental, com as mesmas características internas: amor, ódio, ciúme, inveja, resignação, egoísmo... Ah, o egoísmo.

Um abraço,

Nelson

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